sábado, 1 de dezembro de 2012

2012 - Dois


Estou morrendo mais uma vez
a culpa é de ninguém
cheguei no limite que posso suportar
e agora me mato para nascer
uma nova pessoa

Estou farto do comodismo,
de esperar que as coisas aconteçam
Se não lutar por mim ninguém o fará
E se eu não aprender que é
melhor arriscar que hesitar
eu deixo passar
eu deixo passar

Mas de onde tirar força?
os vermes alimentam-se de mim
não restará nada,
nem uma lembrança
ainda estou tentando me matar

Levante-se e ande
arraste-se se não puder andar
evite permanecer morto
não fique aí enterrado para se afogar


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Depois de muito tempo dormindo o sono dos mortos, acordo para um pesadelo, e a escuridão mais uma vez volta, e se agarra a mim demonstrando todo seu amor.